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O vínculo do amor
Sonhava... Era a criança que beijava Bonecas, Preparava mamadeiras Banhos, Trocava roupinhas e cantava Canções de ninar.
Sonhava... Que teria uma imensa Barriga E dois corações pulsando, Um no peito e outro Naquela barriga.
Sonhava... Com o momento sublime De escutar o choro do seu Bebê. Tão acalantado e amado Nos sonhos infanto juvenis.
Sonhava... Que teria bastante leite Para alimentá-lo, O leite que ele encontraria Bem próximo a seu coração.
Sonhava... Quem não sonhou um dia Certamente não foi criança, É o sonho quem ajuda A gente a crescer.
Quando cresceu, precisou Parar de sonhar e esperar A chegada daquele bebê, Sonhado e nunca sentido Na barriga (que não cresceu).
Um dia, acordada, Acariciou aquela criança, Que sempre esteve presente, Como vida em sua vida, Como as batidas do coração.
Naquele dia inesquecível... A reconheceu como num Encanto E soube que ela já havia Sido beijada por outros Lábios, Abraçada por outros braços.
Naquele momento, seu Coração Se fez ninho para acolhê-la E ela adormeceu nele, Tornando real o vínculo do Amor... A adoção.
Marinalva de Sena Brandão
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Correspondência: Universidade Federal do Paraná | Departamento de Psicologia | Profª Drª Lidia Natalia Dobrianskyj Weber | Praça Santos Andrade, 50/1º andar | Cep 80020-300 | Curitiba - PR
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