
CIRANDA
DE CRIANÇA Nº 15
TEMA
: EDUCAR COM AMOR
Ano
II, Nº15 – Dez. 99/Jan.2000 - Tema: EDUCAR COM AMOR
Infância
Um gosto de amora
Comida com sol.
AVida chamava-se "agora".
Guilherme de Almeida
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EDITORIAL
Mais
um ano que finda... mais um século que vem chegando, de mansinho, pois
oficialmente ele começa em 2001, mas simbolicamente as comemorações
estejam programadas há muito tempo... Vem aí um novo milênio mas ainda
há muito por fazer, especialmente no campo de Direitos da Criança, especialmente
no Brasil. Mas, finam de ano é sempre tempo de repensarmos nossas ações
e é sempre tempo de novas esperanças. Desejo a todos os leitores do
CIRANDA DE CRIANÇA, e a todos os companheiros do PROJETO CRIANÇA: DESENVOLVIMENTO,
EDUCAÇÃO E CIDADANIA, que a esperança e a pureza esteja sempre presente
em seus corações. As coisas mais importantes da vida estão presentes
nas situações simples, nas nossas relações de amizade, de carinho e
de amor. Este jornal Nº 15 sairá com o dobro de páginas, pois em janeiro
estaremos ausentes. Aproveitamos para reprisar alguns textos que apareceram
somente no Ciranda de Criança no modo eletrônico. Queremos mostrar a
ESPERANÇA e a PUREZA neste número e, para começar, uma famosa carta
de uma menina de 8 anos, Virginia O'Hanlon ao editorial do jornal americano
The Sun de New York, impresso inicialmente em 1897; o próprio editor
encarregou-se de responder à menina:
¨
SIM, VIRGINIA, PAPAI NOEL EXISTE!
Nós
temos o prazer em responder à comunicação abaixo, expressando ao mesmo
tempo nossa grande satisfação de ter a sua autora como uma fiel amiga
do The Sun:
Caro
Editor:
Eu
tenho 8 anos. Alguns de meus amigos dizem que não existe Papai Noel.
Papai me disse, "se você vir no jornal The Sun, então ele existe".
Digam-me a verdade por favor, Papai Noel existe?
Virgínia
O'Hanlon
Virgínia,
seus amigos estão errados. Foram afetados pelo ceticismo de uma idade
cética. Não acreditam a não ser no que enxergam. Pensam que nada pode
existir se não for compreensível por suas pequenas mentes. Todas as
mentes, Virgínia, sejam de homens ou crianças, são pequenas. Neste nosso
enorme universo, o homem é um mero inseto, uma formiga em seu intelecto,
se comparado com a infinitude do mundo e com a inteligência capaz de
conquistar a grandeza da verdade e do conhecimento.
Sim,
Virgínia, Papai Noel existe. Existe tão realmente como o amor, a generosidade
e a devoção existem, e você sabe que estas coisas preenchem a nossa
vida de beleza e alegria. Ah, como o mundo seria triste e sombrio se
Papai Noel não existisse! Seria tão sombrio como se nenhuma Virginia
existisse! Não haveria nenhuma fé infantil, nenhuma poesia, nenhum romance
para fazer essa existência tolerável. Nós não teríamos nenhuma alegria
a não ser no que é sentido e visto. A luz com que a infância enche o
mundo seria extinguida.
Não
acreditar em Papai Noel?! Seria como você não acreditar em fadas! Você
pode pedir para seu papai contratar muitos homens para vigiar todas
as chaminés na noite de Natal e tentar ver Papai Noel, mas mesmo se
você não visse Papai Noel cair abaixo da chaminé, o que isso provaria?
Ninguém vê Papai Noel, mas isso não significa que não há nenhum Papai
Noel. As coisas mais reais no mundo são aquelas que nem as crianças
nem os homens podem ver. Você alguma vez viu fadas dançando no gramado?
Naturalmente não, mas essa não é nenhuma prova que elas não estão lá.
Ninguém pode conceber ou imaginar todas as maravilhas desse mundo que
não podem ser vistas por nosso olhos.
Se
você quebrar o chocalho do bebê você poderá ver exatamente o que produz
o barulho, no entanto, existe um véu que cobre o mundo invisível e nem
o homem mais forte, nem mesmo a força de todos os homens mais fortes
do mundo podem romper. Somente a fé, poesia, amor, romance, podem desvelar
essa cortina e ver realmente toda a beleza e a glória do mundo. Ela
é real? Ah, Virginia, não existe nada nesse mundo mais real e permanente!
Não
existe Papai Noel?! Graças a Deus ele existe! Ele existe e vive para
sempre. Daqui a mil anos, Virgínia, daqui a 10 vezes 10.000 anos, ele
continuará trazendo alegria ao coração da infância.
¨
PROJETO CRIANÇA está atualmente realizando 4 trabalhos:
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RESGATANDO A AUTO-ESTIMA: com ex-meninos de rua da Fundação Profeta
Elias. Atuam neste trabalho, a psicóloga Flávia Arantes, a musicpoterapeuta
Francine Gonçalves, a formanda em musicoterapia Alessandra Barbosa
e a graduanda em psicologia Patrícia Teixeira.
¨
CADÊ A MINHA FAMÍLIA?: com crianças institucionalizadas
do Lar O Bom Caminho. Atuam as bolsistas do Projeto Criança: Adriana
Medeiros, Ediléia Silva, Nathalie Mansilla e a psicóloga Patrícia Moreira.
¨
ADOLESCÊNCIA: ADMINISTRANDO O FUTURO: com professores
da escola estadual Desembargador Guilherme Albuquerque Maranhão. Atua
a psicóloga Adriana Gagno.
¨
PELO DIREITO DE SER FELIZ: exposição de fotografias
de Manoel Guimarães com crianças e adolescentes de Projetos Sociais
e crianças que foram adotadas ou que sempre viveram com suas famílias.
Todas têm os mesmos direitos – de ser feliz! Uma comemoração dos 40
anos da Declaração dos Direitos da Criança, 10 anos da Convenção Internacional
dos Direitos da Criança e 9 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente.
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SEÇÃO DESENVOLVIMENTO E EDUCAÇÃO - ANTES
QUE ELAS CRESÇAM
Afonso
de Sant'Anna
Há
um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos.
Um período em que as crianças crescem independentes de nós, como árvores
tagarelas e pássaros estabanados e crescem sem pedir licença. Crescem
com estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas
não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente. Um
dia sentam-se perto de você, no terraço, e dizem uma frase com tal maturidade
que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que foi crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê
aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar de
areia, as festinhas de aniversário com palhaço e amiguinhos, e o primeiro
uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência organizada e desobediência
civil. E você agora está ali na porta da discoteca esperando que ela
não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais ao volante esperando
que saiam esfuziantes sobre patins e cabelos soltos. Entre hambúrgueres
e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme
de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros, ou então, com
a blusa, amarrada na cintura. Está quente, achamos que vai estragar
a blusa, mas não tem jeito, é o emblema da geração.
Pois ali estamos, com os cabelos esbranquiçados. Esses são os filhos
que conseguimos gerar apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das
notícias e da ditadura das horas. E eles crescem meio amestrados, observando
nossos erros.
Há
um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. Não
mais os pegaremos nas portas das discotecas e festas. Passou o tempo
do ballet, do inglês, da natação e do judô. Saíram do banco de
trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter
ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando
conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes
cobertos daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas
e discos ensurdecedores. Não os levamos suficientemente ao maldito playcenter,
ao shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e Cocas, não lhes
compramos todos os sorvetes e roupas merecidas. Elas cresceram sem que
esgotássemos nelas todo o nosso afeto. No princípio subiam a serra,
ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, Natais,
Páscoas, piscina e amiguinhos. Sim, haviam brigas dentro do carro, a
disputa pela janela, pedidos de chicletes, e sanduíches e cantorias
infantis. Depois chegou a idade em que viajar com os pais passou a ser
um esforço, um sofrimento, pois era impossível largar a turma e os primeiros
namorados. Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que
sempre desejaram, mas de repente morriam de saudades daqueles "pestes".
O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora
do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que
não pode morrer conosco. Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem
tão incontrolável carinho. Os netos são a ultima oportunidade de reeditar
nosso afeto. Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais antes que
elas cresçam.
¨
A MENINA
Lidia
Natalia Dobrianskyj Weber (inspirada pelo texto "O que
é um menino" de Alan Beck e por sua filha Tatiana)
Entre
aquele bebê rosado com minúsculos brincos de pérola e fitinha cor-de-rosa
presa com sabão nos ralos cabelos e a mulher-amada-amante, existe uma
encantadora criatura chamada menina.
Elas
podem ser muito diferentes entre si, loiras, morenas, ruivas, com sardas
ou com pele cor de jambo, magrinhas ou cheias de dobras, mas têm uma
coisa em comum: preenchem a vida de todas as pessoas à sua volta com
graça e doçura. Exceto quando estão brigando com o irmão para escolher
o canal da TV... aí viram tigresas de voz esganiçada. As mães as adoram,
os pais as idolatram (e se desmancham literalmente diante da simples
perspectiva de qualquer beicinho), os irmãos as atazanam (puxam seus
cabelos, riscam seus desenhos e implicam com suas amigas), os meninos
as perturbam (até uma certa idade meio indefinida, depois eles as perseguem),
os adultos as abraçam e beliscam suas bochechas, mas todos os anjos
estão ao seu lado. Uma menina é a Ternura quando nos olha com
admiração, a Beleza com sorvete de chocolate no vestido branco,
a Compaixão quando fala "pobrezinho do meu irmão (que tem
9 meses), ele nem sabe ler...", a Sabedoria quando pergunta
"por que existem pessoas pobres no mundo?", a Preocupação
quando quer saber, "doeu quando descosturaram a sua barriga para
tirar eu e o meu irmão?", a Perspicácia ao observar "Mamãe
tem cabelo, meu irmão tem cabelo, eu tenho cabelo e papai não tem cabelo.
Tem que comprar... no shopping!", a Esperança no futuro
quando preocupa-se se a joaninha que está passeando pela janela não
vai cair. Uma menina aprende a manipular os seus semelhantes, principalmente
seu semelhante pai e sua semelhante mãe, com uma destreza que deixaria
Don Juan de queixo caído. Quando tem algum desejo lança seu olhar mais
doce N.º 45, faz voz de anjo e encosta levemente a sua cabeça com cabelos
cheirosos em nosso rosto, como uma gata. Quem há de resistir? Meninas
ficam mais mimadas, mas seu comportamento é pura covardia. E afinal,
pais também são humanos. A sua capacidade de adaptação camaleônica é
estonteante: pela manhã ela pode jogar bola junto com seu irmão (sim,
eles se amam, às vezes) e ralar o joelho, e poucas horas depois transformar-se
em uma princesa russa num vestido diáfano cor-de-rosa. Aliás, tudo deve
ser cor-de-rosa. Por que as mães insistem em outras cores ("azul
para combinar com os olhos, minha filha..."), ou em roupas fashion?
As meninas gostam mesmo é de roupas cor-de-rosa com personagens de desenhos
infantis. Somente uma menina é capaz de ter em sua gaveta 229 tiaras
e fitinhas para o cabelo e chegar com lágrimas no olhos: "mamãe,
não tenho nenhum laço para combinar com este vestido...". Meninas
adoram filmes românticos, corações de todos os tipos, cores e tamanhos,
coleções de adesivos, cremes da mãe, bonecas barbies, miniaturas, coisas
iguais as da mãe, material escolar com personagens de desenhos infantis
papai e mamãe, perfumes da mãe, sorvetes, festas de aniversário, bijuterias
da mãe, mais corações, colo e carinho, ouvir histórias, agendas coloridas
e beijos. Meninas não gostam que a gente ralhe com elas. Meninas são
muito sensíveis e seu choro machuca o coração de qualquer um. A menina
é emoção em estado puro. Só ela é capaz de assistir A Pequena Sereia
30 vezes, gritar com o show das Spice Girls e chorar todas
as vezes, mas todas as vezes mesmo, que o ET vai embora no final
do filme. A menina é capaz de passar horas a fio desenhando corações
para seu papai (embora em pouco tempo comece a desenhá-los para seu
namoradinho platônico), ou horas a fio brincando de casinha com suas
bonecas. A menina faz a sua mãe reviver sua própria infância e adora
ficar um tempão na frente do espelho experimentando todos aqueles colares
da mãe, vestindo seus vestidos, camisolas de seda e sapatos de salto.
Ela também adora derramar todos aqueles caríssimos perfumes franceses
nos seus bichos de pelúcia ("para ficarem cheirosos igual você,
mamãe!") e derramar a sua maquiagem em cima do tapete chinês e
passar batom no rosto do irmão (quando ele é mais novo). Uma menina
é encantadora. Às vezes ela dança ballet e os pais ficam babando na
primeira fila com cara de "minha-filha-é-a-mais-maravilhosa-do-mundo".
Quem pode resistir a uma menina com roupa de bailarina? Só a menina
chega um dia em casa chorando copiosamente porque sua melhor amiga a
chamou de "bobona" ou o seu colega de sala, "aquele chato",
puxou o seu cabelo no recreio. No dia seguinte, a mesma menina chega
cantando porque aquela amiga de ontem a convidou para o seu aniversário
e o menino, já não tão chato, lhe deu uma figurinha do homem-aranha
de presente.... Meninas são assim. Um treinamento intensivo para serem
mulheres-amigas-amadas-amantes.
Às
vezes você sente que está sendo manipulado, mas finge que não percebe.
Todos aqueles bilhetes e corações que ela desenhou e escreveu para você,
e que fizeram você emocionar-se, estão cuidadosamente guardados na gaveta.
Um dia você irá mostrar-lhe. Talvez seja bom você mostrar-lhe no dia
em que ela lhe contar que está apaixonada por aquele vizinho cabeludo
que tem um brinco no nariz... A menina é, e sempre vai ser, uma criatura
encantadora, suave, intensa, mágica, principalmente quando ela se joga
em seus braços, assim gratuitamente, no meio de uma tarde morosa de
verão: "Mamãe, papai, eu adoro vocês!".
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FAMÍLIA
Alessandra
C. Barbosa, formanda em Musicoterapia, voluntária do Projeto Criança
Quando
pensamos em um mundo melhor de se viver, pensamos imediatamente em famílias
mais saudáveis. Mas o que seria uma família saudável?
Para
começar, família não é necessariamente apenas um vínculo consanguíneo,
nem somente formada de pai, mãe e irmãos. Entendo como família, um grupo
de pessoas associadas umas às outras para se amarem e se cuidarem, tendo
como base a liberdade de cada um ser como é.
Além
de tudo isso, considero saudável a família que se ama, que se toca,
que troca carinho, que se respeita; desde que esse respeito familiar
não implique em medo. Concordo que uma das funções primordiais da família
seja "preparar os filhos para a sociedade", mas descordo quando
alguns pais empenham-se em colocar medos preventivos nos filhos, dizendo
ser para o próprio bem deles.
Penso
que o que vale, de fato é investir em sua formação emocional, sem chantagens,
sem imposição de medos para que esse indivíduo experimente um afeto
sincero. Afinal, basta que os pais dêem a seus filhos as notas musicais
para que futuramente, cada um ao seu tempo, para compor sua própria
música.
¨
REDESCOBRINDO A IMPORTÂNCIA DAS BRINCADEIRAS DE
RODA E CANTIGAS FOLCLÓRICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
Francine
Krum Gonçalves, Musicoterapeuta, voluntária do Projeto Criança
Quando
nos deparamos com alguém cantando, nossa tendência é logo comentar:
"Nossa, fulano está feliz... ". E não deixa de ser verdade.
Estava certo Dom Quixote de la Mancha que disse: "Quem canta
seus males espanta". É de vital importância estimular a criança
desde cedo para o canto, a dança, o movimento e a expressão corporal.
Antigamente era muito usado pelos pais e a escola , ensinar cantigas
de roda, de ninar e brinquedos cantados para as crianças. Como não existia
televisão, computador, jogos eletrônicos ou excesso de atividades artísticas,
os pais cantavam para seus filhos, ensinavam canções, e as crianças
desenvolviam corpo e mente através das brincadeiras de roda.
Estas
canções e brincadeiras umas provieram de danças e jogos executados pelos
adultos e outras nasceram de histórias infantis e de cenas da própria
vida cotidiana. Deve, para muitos, causar estranheza que as letras de
vários brinquedos de roda, assim como as quadrinhas nelas citadas, não
exprimam pensamento puramente infantil. Como foi dito, provieram, também,
de folguedos, jogos e danças que se realizavam nos salões e nos quais
tomavam parte moças e rapazes de nossa sociedade.
Ao
caírem no domínio infantil, essas letras e quadras conservaram as características
de origem e passaram de geração a geração, constituindo-se, hoje, em
uma tradição popular. Infelizmente são poucas as famílias que ainda
cultivam esta tradição, como conseqüência as crianças desconhecem tais
cantigas. Hoje muitos adultos lamentam a pouca valorização das canções
folclóricas infantis no convívio familiar e na escola. Não só pôr saudosismo,
mas porque acreditam que elas foram importantes durante um bom período
de suas vidas. Observa-se, no entanto, que as crianças jamais pararam
de cantar, apenas cantam outras coisas. Nestas outras coisas estão incluídas
as músicas de sucesso do rádio e da televisão, improvisações e canções
folclóricas.
A
necessidade de se expressar continua, mudam as letras, variam os movimentos
e encenações, mas em essência o que as crianças fazem muito se parece
com o que outrora se fazia. Ocorre que a vida das crianças mudou muito,
poucas têm somente o colégio como ocupação diária, além das mudanças
sociais que impossibilitam a manifestação das mesmas coisas que foram
expressadas há tempos atrás.
Não
é apenas o saudosismo que mobiliza os adultos de hoje. Já é possível
sentir a uniformidade preocupante nos modos de expressão e a pouca e
incorreta exploração da voz durante as interpretações. Na falta de uma
orientação melhor, as crianças não tem outra alternativa senão a de
seguir os padrões que lhe são impostos enquanto pais e educadores insistem
em apenas lamentar que já não se brinca mais como antigamente.
As
crianças não precisam reinventar cantigas de roda, quando dispomos de
vasto repertório de canções com traços bem marcados da nossa cultura.
Nem precisam procurar em exemplos distantes aquilo que dentro de casa
se pode cultivar. Parece que as mudanças sociais fizeram com que os
pais e educadores desacreditassem do que sabem, como se fosse possível
uma reinvenção cultural de cada geração. Deixar de cantar ou cantar
pouco as canções folclóricas tem como resultado o enfraquecimento dos
traços culturais e a conseqüente fragilidade nos padrões de identidade
social. Sem as raízes que nos situam num tempo e num espaço único e
peculiar, carecemos de valores, costumes, formas de expressão que permitam
transitar entre a fantasia e a realidade, até a construção do nosso
próprio modo de ser.
As
trocas sociais são facilitadas, durante o canto em conjunto, pelo poder
que este tem de aproximar as pessoas. Contrabalançando momentos de atividade
coletiva e de participação individual, as cantigas de roda dão espaço
para o "eu" e para o "nós" na formação das crianças.
O
texto e o esquema de repetições das cantigas de roda oferecem uma vivência
muito rica da estrutura da língua materna. A estrutura rítmica, diferente
da linguagem corrente, constitui-se em um outro tipo de vivência do
idioma. Quadrinhas, rimas, refrões, estrofes de quatro e dois versos,
encenações, diálogos, dramatizações, solos e cantos em uníssono, fazem
parte da riqueza do vasto repertório de cantigas de roda. O contato
com esse material amplia e favorece a ampliação de formas cada vez mais
complexas de linguagem. Durante as rodas cantadas, a criança se movimenta,
num protótipo da integração do corpo, do grupo e da aprendizagem.
Realmente
pode-se notar a grande contribuição que as cantigas e brincadeiras fazem
no desenvolvimento da criança. Mas o importante mesmo é a ampla convivência
com os pais. Estes devem cantar para seus filhos tanto para ninar como
para recreação, participar das brincadeiras sem dar prioridade para
a televisão , ensinar canções da época em que eram pequenos situando-os
no tempo e no espaço, tendo muita paciência, tentando passar o maior
tempo junto com a criança e principalmente dando muito amor e carinho.
Estas
são algumas das receitas para um bom desenvolvimento intelectual, comportamental
e afetivo da criança, juntamente para um melhor convívio com os pais
e na sociedade.
Bibliografia:
Maffioletti, L. & Rodrigues, J.H. (1993). Cantigas de roda.3ª ed.
Porto Alegre: Magister.
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COMO EDUCAR, SEM PUNIR? É POSSÍVEL CORRIGIR SEM
CASTIGAR? - ALGUMAS DICAS
Dra.
Paula Gomide, psicóloga, UFPR – pgomide@onda.com.br
1.
Nunca use o recurso da ameaça para tentar controlar o comportamento
seu filho; ele logo perceberá que você não tem autoridade e que as regras
estabelecidas nunca serão cumpridas. Com este modo de agir você, ao
mesmo tempo, desmoraliza a autoridade (do pai e da mãe, e por extensão,
do professor e demais autoridades); ensina que regras não são para serem
cumpridas e permite que seu filho aprenda a manipular emocionalmente
(para conseguir algo basta ficar triste ou emburrado);
2. Então, as regras devem ser claras e possíveis de serem cumpridas,
nunca além das suas possibilidades ou das dele. Um menor número de regras
e de fácil alcance devem fazer parte dos seus objetivos como educador(a);
3.
Acompanhe, supervisione ou monitore (mesmo a distância) as atividades
do seu filho. Interesse-se por ele (sem perseguí-lo, vigiá-lo ou constrangê-lo)
e por suas atividades. Pergunte como foi a festa e ouça com interesse
a resposta (sem entrar na intimidade da vida afetiva dele – você não
precisa e nem deve ser seu confidente). Os mais altos índices de sucessos
educativos (filhos longe das drogas e da delinqüência) são obtidos por
pais que exercem, com respeito à individualidade do filho, este tipo
de supervisão;
4.
Corrija o comportamento errado ou inadequado de seu filho e não o seu
filho. Ele teve notas baixas e precisa melhorar, se esforçar, ter aulas
particulares – ele não é burro, idiota, etc. Um comportamento pode ser
melhorado, mas o próprio indivíduo não;
5. Elogie, não economize elogios. Sempre que possível diga que você
está feliz com a sua colaboração, mesmo que seja pequena. Para que os
grandes objetivos sejam alcançados devemos iniciar com pequenos passos.
Reflita sobre as exigências que você faz ao seu filho: será que ele
sabe, será que ele tem as habilidades para dar a reposta que eu desejo.
Exija um pouco menos dele, para que ele possa atingir o objetivo;
-
A
punição (bronca, castigo) deve ser em função do comportamento inadequado
de seu filho e não em decorrência do seu mau humor. Se você pune
(corrige) apenas quando está bravo; está ensinando seu filho a perceber
o seu estado de humor e não o valor moral do ato por ele cometido,
ou seja, ele não aprende o que é certo ou errado e sim quando você
está de mau humor;
-
7.
Procure, de todas as maneiras, manter a auto-estima de seu filho
elevada. Através dos esportes, de bom desempenho escolar, de bons
relacionamentos com colegas e família. Pessoas com baixa auto-estima
são as mais sujeitas ao uso de drogas e comportamentos delinqüentes.
Criança que vai bem na escola tem bom conceito de si mesma, porque
está vencendo seus desafios.
¨
PAI POR UM DIA
Heitor
Côrtes Netto, empresário, Curitiba
Quando
jovem visitava algumas creches/orfanatos com a comunidade de jovens
da Igreja de São Judas em São Paulo. De boa fé, e em grupos, íamos as
creches para brincar com as crianças que nos puxavam, pulavam em nossos
pescoços e após algumas bons, quando se encerrava a visita algumas delas
não nos largavam desejando ir embora conosco. Era uma situação
difícil. Nós todos éramos muito jovens para assumir tal responsabilidade.
Não sabíamos muito o quê fazer o que levou nosso grupo de jovens a questionar
a validade dessas visitas esporádicas porque parecia que quando saíamos
da visita as crianças entristeciam-se ainda mais do que se não tivéssemos
ido. Éramos pais por um dia. Esta dúvida me levou a ficar anos sem voltar
a um orfanato ou creche. Quando adulto, voltei a trabalhar como Diretor
de uma creche em outra cidade. A maioria das crianças tinham pais que
as deixavam na creche somente durante o dia para poderem trabalhar.
Ao lado da creche havia um orfanato com poucas crianças. Chamava a atenção
a disparidade de idade entre a criança mais nova e a mais velha. Voltei
a questionar a validade e utilidade de ser pai por um dia.
Alguns
anos se passaram e tive a oportunidade de conhecer duas crianças gêmeas,
recém nascidas, abandonadas pelos pais ainda no hospital. Do hospital
vieram para a nossa casa.
Deixei
de ser pai por um dia e passei a ser pai de todos os dias. Mesmo que
não resolva os problemas do mundo, sinto que resolvi internamente, pelo
menos em parte, este questionamento que eu tinha quando adolescente.
Heitor
é casado com Sueli e tem 5 filhos: Rafael (16), Felipe (15), Thais (12),
Heitor (5) e Ana Luiza (5).
¨
ADOLESCÊNCIA: ADMINISTRANDO O
FUTURO
Adriana
Pellanda Gagno, psicanalista (CRP 08/ 06708-9), voluntária do
Projeto Criança
Adolescência:
administrando o futuro* é o nome de um dos programas de construção
de cidadania que está sendo desenvolvido junto ao Projeto Criança. A
princípio, o objetivo deste programa era auxiliar professores de 5ª
a 8ª séries e de 2º grau a lidar com questões tais como limites, agressividade,
valores, sexualidade e drogas na sala de aula. A idéia surgiu de um
pedido feito à UFPR, pela Promotoria de Comunidades, de algum profissional
voluntário disposto a realizar um trabalho experimental em Psicologia
Institucional junto a uma das escolas da região metropolitana de Curitiba
que estavam apresentando, segundo diagnóstico da Promotoria, um dos
mais elevados índices de violência entre alunos e na relação entre professores
e alunos.
A
instituição escolhida foi a Escola Estadual Desembargador Guilherme
Albuquerque Maranhão, em Tatuquara, devido a esta ter demonstrado maior
interesse pela proposta de trabalho com os professores e a direção.
A estratégia de trabalho adotada foi a realização de dinâmicas de grupo,
por considerarmos que a vivência aliada à reflexão seria o caminho mais
efetivo para a internalização de conceitos e para o aprendizado prático
de formas de intervenção significativas junto a adolescentes.
De
julho deste ano para cá, no decorrer dos encontros com estes professores,
e também com a diretora Leda, o vice-diretor Antonio e a supervisora
Marizete, o objetivo inicial foi ampliado. Decidiu-se que os temas desenvolvidos
nos grupos de professores seriam transformados, no ano letivo de 2000,
em tema transversal do currículo obrigatório. Concluiu-se portanto que,
mais do que dinâmicas de grupo isoladas ou do que palestras informativas,
os alunos estavam precisando de um trabalho formativo, de referências
seguras que possibilitem um planejamento para a sua vida. Estamos, agora,
selecionando os temas e as dinâmicas de grupo que serão utilizados na
construir do cronograma de atividades do próximo ano.
Esperamos
que este programa seja "comprado" pelos alunos da mesma forma
como o foi pela maioria dos professores.
*
Este nome é também o de um Manual publicado pelo SEBRAE, no Paraná,
que inspirou o presente programa.
¨
SEÇÃO TERNURINHA - A MAIS
BELA FLOR
O
bosque estava quase deserto quando o homem sentou-se para ler embaixo
dos longos ramos de um velho carvalho. Estava desiludido da vida,
com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando afundá-lo.
E
como se já não tivesse razões suficientes para arruinar o seu dia, um
garoto chegou, ofegante, cansado de brincar.Parou na sua frente, de
cabeça baixa e disse, cheio de alegria:
-
Veja o que encontrei!
O
homem olhou desanimado e percebeu que na sua mão havia uma flor.Que
visão lamentável! Pensou consigo mesmo. A flor tinha as pétalas caídas,
folhas murchas, e certamente nenhum perfume. Querendo ver-se livre do
garoto e de sua flor, o homem desiludido fingiu pálido sorriso e se
virou para o outro lado. Mas ao invés de recuar, o garoto sentou-se
ao seu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:
A
flor estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja,
amarelo ou vermelho, mas ele sabia que tinha que pegá-la, ou o menino
jamais sairia dali. Então estendeu a mão para pegá-la e disse, um tanto
contrafeito:
-
Era o que eu precisava.
Mas,
ao invés de colocá-la na mão do homem, ele a segurou no ar, sem qualquer
razão.
E naquela hora o homem notou, pela primeira vez, que o garoto era cego
e que não podia ver o que tinha nas mãos. A voz lhe sumiu na garganta
por alguns instantes... Lágrimas quentes rolaram do seu rosto enquanto
ele agradecia, emocionado, por receber a melhor flor daquele jardim.
O garoto saiu saltitando, feliz, cheirando outra flor que tinha na mão,
e sumiu no amplo jardim, em meio ao arvoredo. Certamente iria consolar
outros corações, que embora tenham a visão física, estão cegos para
os verdadeiros valores da vida. Agora o homem já não se sentia mais
desanimado e os pensamentos lhe passavam na mente com serenidade. Perguntava-se
a si mesmo como é que aquele garoto cego poderia ter percebido sua tristeza
a ponto de aproximar-se com uma flor para lhe oferecer. Concluiu que
talvez a sua auto-piedade o tivesse impedido de ver a natureza que cantava
ao seu redor, dando notícias de esperança e paz, alegria e perfume...
E como Deus é misericordioso, permitiu que um garoto privado da visão
física o despertasse daquele estado depressivo. E o homem, finalmente,
conseguira ver, através dos olhos de uma criança cega, que o problema
não era o mundo, mas ele mesmo. E ainda mergulhado em profundas reflexões,
levou aquela feia flor ao nariz e sentiu a fragrância de uma rosa...
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ATIRE A PRIMEIRA FLOR
Quando
tudo parecer caminhar errado, seja você a tentar o primeiro passo certo.
Se
tudo parecer escuro, se nada puder ser visto, acenda você a primeira
luz, traga para a treva, você primeiro, a pequena lâmpada.
Quando
todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso, talvez não
na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração que compreenda,
de braços que confortem.
Se
a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do primeiro
sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se.
Quando
ninguém souber coisa alguma, e você souber um pouquinho, seja o primeiro
a ensinar, começando por aprender você mesmo, corrigindo-se a si mesmo.
Quando
alguém estiver angustiado à procura, consulte bem o que se passa, talvez
seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja. Daí, portanto,
o seu deve ser o primeiro a aparecer, o primeiro a mostrar-se, primeiro
que pode ser o único e, mais sério ainda, talvez o último.
Quando
a terra estiver seca, que sua mão seja a primeira a regá-la; quando
a flor se sufocar na urze e no espinho, que sua mão seja a primeira
a separar o joio, a arrancar a praga, a afagar a pétala, a acariciar
a flor.
Se
a porta estiver fechada, de você venha a primeira chave.
Se
o vento sopra frio, que o calor de sua lareira seja a primeira proteção
e primeiro abrigo.
Se
o pão for apenas massa e não estiver cozido, seja você o primeiro forno
para transformá-lo em alimento.
Não
atire a primeira pedra em quem erra. De acusadores o mundo está cheio;
nem, por outro lado, aplauda o erro; dentro em pouco, a ovação será
ensurdecedora. Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu; sua
atenção primeiro para aquele que foi esquecido; seja você o primeiro
para aquele que não tem ninguém.
Quando
tudo for espinho, atire a primeira flor. Seja o primeiro a mostrar que
há caminho de volta, compreendendo que o perdão regenera, que a compreensão
edifica, que o auxílio possibilita, que o entendimento reconstrói. Atire
você, quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor.
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A FÉ E A CORDA
Esta
é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais
desafios. Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar
o Aconcágua. E ele queria a glória somente para si. Resolveu então escalar
sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada
dessa dificuldade. Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde,
porém ele não havia se preparado para acampar resolveu seguir a escalada,
decidido a atingir o topo. Escureceu, e a noite caiu como um breu nas
alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo à frente
do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de
visibilidade, não havia Lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens.
Subindo por uma "parede", a apenas 100 metros do topo, ele
escorregou e caiu... Caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia
ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na escuridão. Sentia
apenas uma terrível sensação de estar sendo sugado pela força da gravidade.
Ele continuava caindo e, nesses angustiantes momentos, passaram por
sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia vivido
em sua vida. De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu
pela metade ... shack! Como todo alpinista experimentado, havia cravado
estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua
cintura. Nesses momentos de silêncio, suspenso pelos ares na completa
escuridão, não sobrou para ele nada além do que gritar:
-
Oh, meu Deus! Me ajude!
De repente uma voz grave e profunda respondeu:
- O que você quer de Mim, meu filho?
- Me salve, meu Deus, por favor!
- Você realmente acredita que Eu possa te salvar?
- Eu tenho certeza, meu Deus.
- Então corte a corda que mantém você pendurado...
Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda
a corda e refletiu que se largasse a corda morreria...
Conta o pessoal de resgate que no outro dia encontraram um alpinista
congelado, morto, agarrado com as duas mãos a uma corda ... a não mais
de dois metros do chão...
E você...?
Está segurando a corda...?
Por que você não a solta?
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COM A PALAVRA, NOSSOS LEITORES
Ao
Projeto Criança: tenho recebido suas mensagens, as quais trazem sempre
grande conteúdo em termos de "informação" e "emoção".
Seu poema, "A menina" tocou-me profundamente, pois tenho duas
meninas (6 e 12 anos) e pude vê-las em cada frase de seu poema. É realmente
surpreendente como elas conseguem ser tão iguais e diferentes entre
si, tão boazinhas e pestinhas, nos derreter com sua sinceridade inocente
ou nos envolver com seus planos bem bolados para que façamos o que querem.
Parabéns pela clareza e sensibilidade ao falar sobre elas, conseguindo
nos divertir e emocionar ao mesmo tempo. Espero continuar recebendo
suas mensagens, as quais são sempre muito bem-vindas. Um abraço "caloroso
e cheio de sol" (bem cearense).
Metilde
Prezada
Lidia e Projeto Criança: tenho recebido material que você amavelmente
tem nos enviado depois de uma pesquisa que fiz com minha filha na web.
Agradeço muito sua colaboração e interesse, e quero compartilhar que
sinto muita afinidade pelo seu trabalho e o de todoas as pessoas envolvidas
e por isso, gostaria de prontificar-me a colaborar com seu projeto.
Na verdade ainda não sei bem como, tendo em vista que moramos distante
e que o que poderia estar brindando como colaboração maior seria um
trabalho mais personalizado e mais de frente. Porém como acredito que
tudo é perfeito e que nada acontece por acaso e que realmente estou
há muito tempo querendo realizar algo que tem que ver com minhas melhores
potencialidades no campo do trabalho com crianças, acho que não custa
nada tentar.
Claudia
Mesquita
Oi
Lidia, quero te dar os parabéns pela sua página na Internet; não a conhecia,
entrei ontem por acaso e simplesmente adorei!!!! Tenho um a filha de
10 meses e ultimamente ando muito interessada em assuntos que dizem
respeito a justamente "Desenvolvimento, Educação e Cidadania",
e encontrei sua página totalmente voltada para o que eu queria e tão
bem trabalhada; adorei os desenhos e enfeites que você colocou, todos
delicados e estimulantes, realmente um trabalho muito bem feito, nota
1000!!!! Vocês já me ajudaram bastante com alguns textos que li, estou
super envolvida na minha nova vida de mamãe, quero aprender muito mais
e colocar em prática minha nova vocação, apesar de trabalhar 8 horas
por dia quero que o tempo que estiver com ela seja sublime e intenso!
Gostaria que se tiver alguma novidade, me mandasse um e-mail! Novamente
parabéns!!!!!!
Silvia
Linart!
"Quando
as coisas se tornam difíceis, os fortes saem para fazê-las". Sem
dúvida nenhuma , vocês são fortes o suficiente para realizar um trabalho
tão lindo como este. Adorei saber que faço parte da lista das pessoas
que recebem informativos, é mais uma oportunidade de crescermos enquanto
profissionais e acima de tudo, como seres humanos. Admiro muito esse
trabalho ..... Sucesso!
Nilmara
Cara
Professora, seu Site me emocionou pela doçura e intensidade afetiva
com que é feito. Existem alguns pequenos problemas de imagens e arquivos
de som que não são carregados, mas o conteúdo é deslumbrante. Trabalho
com Internet desde 1995, mas não tenho encontrado exemplos assim tão
facilmente, agradeco a sorte por ter encontrado este seu magnifico trabalho.
Tenho uma filha de sete anos e uma sobrinha de onze às quais rendo todo
o meu amor e vejo em cada pagina, em cada texto mais elementos para
alcançar o fabuloso universo infantil e feminino. Parabéns!
Fausto
Neves Ribeiro da Silva
Querida
Lídia do Projeto Criança: Parece que foi sinal de Deus encontrar seu
site para informações. Tenho 30 anos, sou muito bem casada graças a
Deus, não posso ter filhos, e temos condições financeira (casa própria,
etc.) e psicológicas para cuidar de uma criança com todo amor e carinho.
Esta idéia de adoção está crescendo cada vez mais dentro de mim, chego
a ficar emocionada, mais por onde começar? Quem procurar? Por favor,
informe telefones para que possa falar com estas pessoas, dê preferência
no região sul do país. Aguardo ansiosa por uma resposta. Tenho esperanças
em você.
Marina
Somos
do Projeto Acalanto Natal, um grupo de apoio à adoção, recebemos mensalmente
o informativo via Internet, e adoramos a forma gostosa, e carinhosa
que é tratado a questão não só da adoção, mas da família de uma forma
geral. Gostaríamos de receber boletins em maior quantidade para divulgarmos
ainda mais o Projeto Criança com os pais que nos procuram e com a Universidade
do nosso Estado. Mais uma vez, parabenizamos a toda equipe envolvida
nesse maravilhoso Trabalho, que muito tem norteado nossos caminhos.
Sucesso!
Rejane
Bruno – Projeto Acalanto Natal